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Nossa Fundadora
 
Veja também: A Congregação, Nossa Espiritualidade e Governo Geral
 

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Madre Alphonsa cresceu na comunidade da aldeia onde a família possuía prestígio. Seu pai foi um homem engajado na Igreja e na sociedade e na família reinava um clima que facilitava a opção para a Vida Religiosa. Além disso, havia na família bastante incentivo para o estudo e para a aceitação de posições de responsabilidade. O próprio pai foi um exemplo disso. Os dois irmãos Mathias e Franz e os três filhos do irmão do meio, Johann, alcançaram posições eclesiais importantes.

Enfim, era costume na família Kuborn olhar além das fronteiras da própria aldeia. Isto valeu para o avô da Irmã Alphonsa e para o seu pai, mais tarde também para seus irmãos e para ela mesma.    

Me. Alphonsa Kuborn

Me. Alphonsa Kuborn

Infância e juventude de Madre Alphonsa

Madre Alphonsa cujo nome de batismo era Elisabeth, nasceu a 10 de março de 1830, em Mertert, Mosela, no Grão Ducado de Luxemburgo. Era a 9ª filha entre 12 irmãos. Elisabeth era de grande amabilidade e possuía um coração nobre e generoso. Era dada às obras de caridade, ao estudo e à vida interior, destacando-se de suas colegas da mesma idade.

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Casa onde viveu Me. Alphonsa

Um espírito bem franciscano sempre impregnou o coração da Madre de profunda amabilidade e ternura! Antes de fundar a nossa Congregação, pertencia às Irmãs de Santa Isabel da Hungria (Elisabetinas) que observavam a Regra da Terceira Ordem de São Francisco de Assis. São valores, convicções, virtudes que ela trabalhou na Congregação que fundou.

"As três virtudes pobreza, humildade e amor a Deus e ao próximo são indispensáveis para as que buscam viver como filhas de São Francisco de Assis.
A base é o Amor. Ele capacita para o heroísmo no serviço da Misericórdia alegre, mansa, humilde e paciente" (CCGG 1869).

Convidada a ser orientadora religiosa de algumas moças em Schweich/Alemanha, com elas fundou em 1867 a Congregação das Irmãs da Misericórdia da Terceira Ordem de São Francisco de Assis, hoje Congregação das Irmãs Franciscanas de São José.

Madre Alphonsa em Schweich/Alemanha

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Esta é a casa-berço da Congregação que ainda existe, em Schweich/Alemanha. Nela moravam as moças que já eram da Ordem Terceira de São Francisco quando chegou Madre Alphonsa para ser a orientadora religiosa delas. A casa ainda é hoje para a Congregação um símbolo forte de pobreza e simplicidade franciscana.

Em Schweich, cidade berço da Congregação, Madre Alphonsa ficou conhecida pelo seu espírito empreendedor e qualidades de administração na construção e funcionamento do Hospital. Porém, o que honra sua lembrança lá, não é o fato de ter sido reconhecida pela sua competência administrativa, mas sim, pela excelência de sua caridade, pois foi chamada de "a mãe de Schweich".

Primeiro Hospital construído sob a
orientação de Madre Alphonsa.
Schweich/Alemanha - 1868

         Madre Alphonsa se refugia em Beek/Holanda

Madre Alphonsa e sua jovem comunidade, sentiram as dificuldades da tensão entre a Igreja e o Estado. As tensões levaram a Prússia a fortes confrontos até nos anos 80, tempo conhecido por Kulturkampf. Pela promulgação de leis, o Estado tentava eliminar a influência da Igreja. Controlava o Ensino e os Religiosos (as) tinham que se submeter a muitas restrições. Foram ainda tomadas medidas que impediam a expansão da comunidade religiosa, por exemplo, houve proibição de receber candidatas estrangeiras, fato desagradável para as Irmãs de Schweich que vez ou outra recebiam moças de Luxemburgo; as candidatas também não poderiam emitir votos sem licença do estado.

Além disso, haviam também conflitos internos com o Hospital e com o Pároco Jacob Becker. O futuro inseguro da Comunidade Religiosa, os grandes problemas financeiros e o relacionamento conturbado com o decano Becker e o Conselho da Igreja, levaram Irmã Alphonsa a abrir um estabelecimento no exterior.

Madre Alphonsa não viu outra saída nesta situação, senão esta: partir de Schweich com uma parte das Irmãs. Em novembro de 1875, partiu com algumas Irmãs para Beek/Holanda, onde com a ajuda do irmão Franz encontrou uma nova casa. Neste tempo o decano Becker esforçou-se para dissolver os laços de união entre as Irmãs de Schweich e a Irmã Alphonsa.

Madre Alphonsa em Valkenburg/Holanda

Em 1882, as 6 primeiras Irmãs entraram na Casa de Valkenburg. Madre Alphonsa queria que as Irmãs iniciassem ali as suas atividades sob a proteção de São José. Por motivo inexplicável, no dia da entrada das Irmãs, a estatueta de São Pedro caiu do nicho exterior do frontispício da a Casa, quebrando-se totalmente.

Pouco tempo depois, um vizinho deu uma imagem de São José do mesmo tamanho e logo o Santo ocupou o lugar de "sua Casa". Ele foi e será o protetor e guarda do Convento "São José" de Schin op Geul.

Em Valkenburg, Madre Alphonsa tornou possível a realização de um sonho: cuidar de crianças órfãs, pobres e de classe média.

No Instituto São José, os pobres tinham sempre a preferência. O Convento também ganha maiores proporções pelo crescimento do número de irmãs. A valentia e espírito decidido da Madre permitiu que os obstáculos e provações fossem vencidos e a Congregação se afirmasse e crescesse.

Principais acontecimentos em Valkenburg

    * Construção da 1ª capela e convento do Instituto São José
    * Confirmação da Congregação - sob a proteção de São José
    * Admissão de novas candidatas
    * Expansão do campo de atividades das Irmãs:
       - o Criação do Instituto São José
       - o Internato para crianças pobres, órfãs, classe média, para meninos e meninas.
       - o Atendimento dos doentes a domicílio
       - o Formação cristã
       - o Escola de costura e artes domésticas
       - o Jardim de Infância
       - o Confecção de alfaias
       - o Cultivo de horta

Últimos dias de Madre Alphonsa

"Se o grão de trigo caindo na terra, não morrer, ficará só,
mas se morrer, produzirá muito fruto" (Jo 12,24).

Para que a vida surja, é preciso que o grão, a semente seja lançada na terra. Assim foi a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua paixão e morte, resultou na fecundidade da Ressurreição. Amar a própria vida é perdê-la. Doar-se é passar pela morte para ressurgir em vida plena. Madre Alphonsa, totalmente absorta no amor de Deus, realizou em sua breve passagem nesta terra, a Missão de fazer germinar a boa semente da Misericórdia. Seis de setembro de 1897, Madre Alphonsa despedia-se da Pátria Terrena para atingir a plenitude do Amor em sua vida com Deus.

Ela mesma estava ciente do seu estado físico. Em agosto, agravou-se muito seu estado de saúde. A 5 de setembro, num domingo, tentou participar da Santa Missa. Não o conseguiu, dada sua grande debilidade. Recebeu a unção dos enfermos, sentada numa cadeira. Ainda nesta hora, Me. Alphonsa tinha palavras de amor e consolo:

    "Minhas filhas, se está no desígnio de Deus que minha morte seja para o seu bem, aceito-a com alegria! Se Ele, no entanto, quiser que continue Sua Obra entre vocês, o farei alegremente. Depois de tão longa convivência, é dura a separação. Faça-se, porém, a vontade de Deus."

Estas foram as palavras maternais de despedida, o Testamento de Madre Alphonsa a suas filhas espirituais. Na noite seguinte, nas primeiras horas do dia 6 de setembro de 1897, adormeceu suavemente, sem agonia. Ela que tanto trabalhara, sofrera e lutara acabava de entrar na Pátria definitiva.

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Primeira sepultura da Madre no antigo Cemitério do Instituto São José em Valkenburg.    

"O grão que morreu, germinou, cresceu e frutificou. A Obra de Madre Alphonsa não é Obra do passado, mas é algo que vive em cada Irmã. E a Obra continua, porque a Misericórdia de Deus está conosco."

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                            Sepultura atual de Madre Alphonsa
O monumento à esquerda da Cruz, foi criado por Irmã Irmgard Oehm - Símbolos da Eucaristia e Bíblia.
"Bem-aventurados os Misericordiosos" (Mt 5,7).

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Junto ao túmulo foi erguido o Monumento do Centenário de sua Morte no ano de 1997.

No rosto da fundadora, delineado no vazado da pedra, cada Irmã Franciscana de São José é convidada a mostrar sua face Misericordiosa.

 
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Hoje é dia de
Santa Águeda

 

 
 
 
 
 
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